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Música Popular - Grandes Nomes
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Escrito por Raí T. Rio
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Abelim Maria da Silva nasceu em Macaé, Rio de Janeiro e passou sua infância entre São Gonçalo, Niteroi e São João de Meriti, todas na Grande Rio. Filha de protestantes, Abelim, cantava em coros de igrejas e passou a usar o pseudônimo de Angela Maria, antes dos 20 anos de idade, para sua família (que não apoiava seus sonhos de ser cantora) não desconfiar que frequentava programas de calouros. Em 1948 decidiu seguir a carreira e foi morar com uma irmã. Depois de uma rápida temporada como crooner do Dancing Avenida, foi descoberta e levada para a Rádio Mayrink Veiga. Lançou seu primeiro disco em 1951 e obteve grande sucesso no ano seguinte com a música "Não Tenho Você".
Neste ritmo, foi a cantora mais popular do Brasil na década de 50, sendo conhecida como Rainha do Rádio pela sua legião de admiradores, justamente por ter ganho o concurso quatro anos seguidos, entre 52 e 56. Exímia em sambas-canções, também gravou boleros, tangos e versões de baladas e músicas espanholadas e italianas. Gravou cerca de 50 LPs, diversos compactos e 78 rpm.
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Escrito por Raí T. Rio
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Silvinha Araújo nasceu Silvia Maria Peixoto Araújo em Mariana, Minas Gerais, no dia 16 de setembro de 1951, mas foi mesmo criada em São João Del Rey. Começou a cantar com 12 anos apresentando-se em rádios e programas culturais, com o coral de músicas folclóricas organizado pela sua mãe, Elza Peixoto, escrivã de um Cartório de Registro de Imóveis, professora e violonista em São João Del Rei. Seu pai José Vieira Peixoto era poeta e militar. Com o sucesso dos Beatles, o coral começou a incluir músicas da banda de Liverpool no repertório e também itens da italiana Rita Pavone. Em 1965, surgiu o convite de Aldair Pinto e foi para Belo Horizonte, para atuar no programa de rádio "PROGRAMA SÓ PARA MULHERES". Somente em 1967 foi para o Rio de Janeiro cantar no PROGRAMA DO CHACRINHA, quando então foi contratada pela TV Excelsior de São Paulo, onde atuou no PROGRAMA DOS INCRÍVEIS, momento em que teve a oportunidade de gravar seu 1º disco. A 1ª. Gravação foi um compacto simples pela gravadora Odeon em março de 1967, com as músicas: "Vou Botar Pra Quebrar” e “Feitiço do Broto”, composições de Carlos Imperial. Com o sucesso em ascensão foi chamada para comandar - ao lado de seu futuro esposo Eduardo Araújo - o programa “O BOM” pela TV Excelsior. Em julho deste mesmo ano de 1967, gravou um compacto simples com Peruzzi e sua Banda Jovem, com as faixas “Bazazz Charleston” e “Bazazz Song”, temas musicais de Max Factor.
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Escrito por Raí T. Rio
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Vinicius, gênio, nasceu numa madrugada chuvosa do dia 19 de outubro de 1913 na rua Lopes Quintas, 114, Gávea, Rio de Janeiro, filho de D. Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, sobrinho do poeta, cronista e folclorista Mello Moraes Filho e neto do historiador Alexandre José de Mello Moraes. Três anos depois, sua família mudou-se para a rua Voluntários da Pátria, passando a residir com o aos avós paternos, d. Maria da Conceição de Mello Moraes e Anthero Pereira da Silva Moraes e, um ano depois (1917) outra mudança: para a rua da Passagem, também em Botafogo, onde nasce seu irmão Helius. Vinicius e sua irmã Lygia entram para a escola primária Afrânio Peixoto, à rua da Matriz. Ainda no bairro de Botafogo, todos se mudam para a rua 19 de fevereiro, em 1919. Depois de morar na Real Grandeza, nº 130 de 1920 a 1921, Vinicius fixa sua última residência no bairro de Botafogo: Voluntários da Pátria, nº 195. Depois a família se muda para a Ilha do Governador, onde o poeta passa suas férias. Depois de tantas andanças pela Cidade Maravilhosa, em 1924, Vinicius de Moraes, inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua São Clemente, em Botafogo e começa a cantar no coro do colégio, durante a missa de domingo.
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Nascida em Mesquita, região do Vale do Aço de Minas Gerais, em 2 de setembro de 1930, Maria Lúcia Godoy, graduou-se em Letras Neolatinas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras - hoje, Faculdade de Letras - da UFMG. Estudou canto com o Maestro Gambardela, no Rio de Janeiro, e com Margueritte von Winterfeld, na Alemanha. Amante da poesia, a cantora lírica sempre imprimiu especial sensibilidade para as composições e textos que interpretou, como fez com a obra de Villa Lobos, criando um novo padrão na interpretação vocal da obra do maior compositor brasileiro de todos os tempos. Igualmente à vontade na ópera, na canção ou no recital de câmara, tem como um dos principais objetivos a divulgação da música brasileira em todas as suas manifestações, tanto em âmbito nacional como nos países da Europa, Oriente Médio e Japão. Ligada culturalmente a vários momentos importantes da história do País, cantou no Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa, durante a cerimônia de translado dos restos mortais de D. Pedro I ao Brasil, e apresentou-se na solenidade de inauguração de Brasília, a convite de Juscelino Kubitschek. Com seu imenso talento, construiu uma carreira que mereceu a admiração unânime de toda uma geração, além de diversos prêmios da crítica especializada e condecorações, como a Grande Cruz da Inconfidência, conferida pelo Governo de Minas Gerais a seus mais altos expoentes e dignitários.
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 A Cor do Som é uma banda formada no final dos anos 70 no núcleo dos Novos Baianos (Dadi, baixo e guitarra; Armandinho, substituído por Victor Biglione e depois por Pedro Santana, guitarra e bandolim; Mu, teclados; Gustavo, substituído por Jorge Gomes, bateria; Ary Dias, percussão e Pepeu Didi, baixo), Pioneiro na fusão de ritmos brasileiros com a linguagem do rock, o grupo A Cor do Som destacou-se no cenário artístico brasileiro já em sua estréia, no Festival Nacional do Choro (TV Bandeirantes/1977), ao introduzir, com excelente habilidade técnica, instrumentos elétricos na interpretação tradicionalmente acústica do chorinho na apresentação de “Espírito infantil” (Mú Carvalho). Lançou, em seguida, o LP “A Cor do Som” (1977), despertando a atenção da crítica especializada e gerando a formação de uma platéia cada vez mais numerosa e fiel. Foi a primeira banda brasileira a participar do Festival de Montreux, sendo a apresentação registrada no LP “Ao vivo em Montreux" (1978), ao qual se seguiram os discos “Frutificar” (1979), “Transe total” (1980), “Mudança de estação” (1981), “Magia tropical” (1982) - a partir daqui já sem Armandinho e com a participação alternada de Victor Biglione e Perinho Santana - “As quatro fases do amor” (1983), “Intuição” (1984), “O som da Cor” (1985) e “Gosto do prazer” (1987),
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Ademilde Fonseca Delfim, cantora brasileira, nasceu em Macaíba RN em 4 de março de 1921. Foi criada em Natal RN, para onde a família se mudou quando tinha quatro anos, ainda muito jovem ligou-se a um dos conjuntos de seresteiros locais, do qual participava Naldimar Gedeão Delfim, com quem casou mais tarde. Em 1941, já casada, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte (1942), depois de um teste na Rádio Clube do Brasil, apresentou-se no programa de calouros Papel Carbono, de Renato Murce. Neste mesmo ano de 42, cantando com o Regional de Benedito Lacerda numa festa, obteve enorme sucesso interpretando " Tico-tico no Fubá" (Zequinha de Abreu). Desde menina conhecia a letra do famoso choro, escrita por Eurico Barreiros em 1931 e ainda inédita em gravações. Levada por Benedito Lacerda aos estúdios da Columbia, sob a direção musical de João de Barro, estreou gravando Tico-tico no fubá e Voltei pro morro (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira), disco lançado em julho de 1942, com grande êxito. A partir de 1943, com " Apanhei-te Cavaquinho" (Ernesto Nazareth, com letra de João de Barro) e Urubu malandro (choro adaptado por Lourival de Carvalho), tornou-se conhecida como cantora, sendo procurada por diversos compositores.
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 Principal compositor de samba paulista, João Rubinato teve várias profissões até participar do programa de calouros de Jorge Amaral cantando "Filosofia", de Noel Rosa, em 1933. Nessa época já tinha composições próprias, e em 1935 teve seu primeiro samba gravado, a marcha "Dona Boa", em parceria com J. Aimberê, da qual fez a letra. Nos anos 40 trabalhou na Rádio Record, já com o pseudônimo que o consagrou, fazendo personagens cômicos em radioteatro. Trabalhou em cinema e a partir de 1950 o grupo Demônios da Garoa passou a gravar diversas composições suas. Seu primeiro sucesso foi "Saudosa Maloca", de 1951. Seu estilo é caracterizado pelo linguajar típico dos imigrantes italianos do Brás, quase sempre com teor cômico e revelando a vida na periferia. Entre seus maiores sucessos estão "Trem das Onze", "Samba do Arnesto", "Tiro ao Álvaro" e "Bom Dia, Tristeza", em parceria com Vinicius de Moraes. Rubinato era filho de Ferdinando e Emma Rubinato, imigrantes italianos da localidade de Cavárzere, província de Veneza. Aos dez anos de idade, sua certidão de nascimento foi adulterada para que o ano de nascimento constasse como 1910 possibilitando que ele trabalhasse de forma legalizada: à época a idade mínima para poder trabalhar era de doze anos. Abandonou a escola cedo, pois não gostava de estudar. Necessitava trabalhar, para ajudar a família numerosa - Adoniran teve sete irmãos. Procurando resolver seus problemas financeiros, os Rubinato viviam mudando de cidade. Moraram primeiro em Valinhos, depois Jundiaí, Santo André e finalmente São Paulo.
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Adelino Moreira nasceu na cidade do Porto, em Portugal e chegou ao Brasil com apenas um ano de idade. Morou em Campo Grande, subúrbio da zona oeste do Rio de Janeiro , aos 20 anos, começou a aprender bandolim, passando logo após à guitarra portuguesa. Seu pai era o patrocinador do programa Seleções Portuguesas, na Rádio Clube do Brasil, dirigido pelo maestro Carlos Campos, seu professor de guitarra. Sendo assim, conseguiu atuar eno programa do seu professor como cantor. Convidado pelo compositor Braguinha, Adelino gravou seis discos na Continental. Em 1945, começou a tocar violão e, três anos depois, voltou a Portugal, gravando canções brasileiras. Na volta ao Brasil, no início dos anos 50, intensificou sua atividade de compositor. Em 1952, conheceu o cantor Nelson Gonçalves e iniciaram uma intensa parceria. Em geral, Adelino compunha e Nelson gravava, mas em algumas músicas como o bolero " Fica Comigo Esta Noite", os dois assinaram em dupla. A primeira canção gravada por Nelson foi "Última Seresta" (1952), seguida de inúmeras outras que passaram a dominar os discos do cantor – normalmente sambas-canções dramáticos – entre os quais merece maior destaque o clássico " A Volta do Boêmio", que chegou a vender mais de um milhão de cópias, "Meu Dilema", "Escultura", "Meu Vício É Você", "Doidivana", "Deusa do Asfalto", "Êxtase", "Flor do Meu Bairro", entre tantos outros sucessos.
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 O Grupo 14 Bis foi criado em 1979 em Minas Gerais, formado por Flávio Venturini (teclado, violão e voz), Cláudio Venturini (guitarra), Vermelho (teclados), Sérgio Magrão (baixo) e Hely (bateria). A banda surgiu da da fusão de integrantes das bandas O Terço e Bendegó, mas Flávio Venturini e Vermelho também faziam parte do Clube da Esquina, grupo de músicos mineiros que incluía Milton Nascimento e Beto Guedes, entre outros grandes nomes da música mineira. O grupo fez sucesso desde seu primeiro disco em 1979, mas emplacou grandes sucessos na década de 80, quando lançou "Todo Azul do Mar", "Canção da América", "Linda Juventude", Uma Velha Canção Rock´n Roll, "Natural", entre tantas outras belas canções. O 14 BIS surgiu num momento em que o mercado carecia de bandas com um som jovem, já que no cenário havia A Cor do Som e o grupo Roupa Nova.
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 Maurício Pinheiro Reis nasceu em Niterói, Rio de Janeiro e ganhou o apelido de Byafra aos doze anos de idade por conta de sua magreza. A forma física nem de longe poderia ser comparada a forma artística e, desde cedo, Byafra revelou-se talentoso para a música. Ainda menino, Byafra cantou no coral do CEN (Centro de Educacional de Niterói) e fez viagens para o exterior como para Inglaterra e Escócia. No começo dos anos 70, na cidade de Niterói, fundou com alguns amigos, uma banda chamada " O Circo" e passou a se apresentar com o grupo no Rio de Janeiro e interior, ganhando cada vez mais destaque até ser contratado pela importante Gravadora CBS e gravar seu primeiro disco solo, em 1979, intitulado "Primeira Nuvem", trabalho que trazia "Helena".
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A Barca do Sol foi uma banda brasileira de rock progressivo formada em 1973, no Rio de Janeiro, como banda de apoio do músico Peri Reis, mas acabou tendo vida própria, sendo um dos grandes expoentes da música brasileira em sua época. A banda gravou três álbuns durante suas atividades (a banda acabou em 1981) e uma coletânea, lançada em 2000. A banda misturava o som progressivo com ritmos brasileiros. Egberto Gismonti, inclusive, foi o produtor do primeiro LP, "A Barca do Sol", em 1974, que introduzia o uso de sintetizador em duas faixas, uma novidade para a época. Dos três discos lançados, dois foram relançados em CD na década de 90. Seus integrantes continuaram em carreira solo, alguns deles fazendo sucesso até hoje, como é o caso do cantor Ritchie e o músico Jacques Morelebaum. A banda tinha influências do folk rock, e devido aos instrumentos utilizados seu som sempre foi comparado com o da banda Jethro Tull. A formação do banda era essa.  - Jacques Morelebaum - violoncelo, piano e voz
- Nando Carneiro - violão e voz
- Muri Costa - violão
- Marcelo Costa - bateria, percussão
- Beto Resende - percussão, viola, violão e guitarra
- Marcelo Bernardes - flauta
- Alan Pierre - baixo
- David Ganc - flauta
- Marcos Stull - baixo
- Richard Court (O cantor popular Ritchie) - flauta
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