Grandes Gênios da Música
Dom, 01 de Agosto de 2010
Primeiras Notas Grandes Gênios

Artistas em Destaque

Discos: 1
Músicas: 10
Segredos da Palavra Manhã
Discos: 1
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Poeta da Voz
Discos: 1
Amoroso
Discos: 1
Músicas: 12
Rancho da Praça Onze
Mercedes Sosa - A Política do Canto E-mail
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Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán em 9 de julho de 1935  (dia da declaração de independência da Argentina) e faleceu em Buenos Aires, na mesma Argentina em que nasceu, no dia 4 de outubro de 2009. Cantora com raízes na música folclórica argentina, ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva Canción (Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, estavam a frente deste movimento). Apelidada de La Negra pelos fãs devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), ficou conhecida como a voz dos "sem voz". Foi criada durante o governo de Juan Domingo Perón e sofrendo - como quase todos da sua geração - uma influência muito grande de Eva Perón, Sosa cresceu embalada pela ideologia peronista. Devemos nos lembrar que o peronismo era então difundido nas escolas e nos meios de comunicação, como a imprensa, o cinema e o rádio.

Mercedes Sosa

Iniciou sua carreira nos anos 1950, aos quinze anos de idade, quando venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal. Em 1959 gravou seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se tornasse conhecida entre os povos indígenas de seu país. Em 1965, lançou o aclamado Canciones, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 fez uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtéeve imenso sucesso. No ano de 1970 gravou Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 gravou um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção "Gracias a la vida".
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Luciano Pavarotti - Lirismo para todos E-mail
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Luciano Pavarotti - Lirismo para todosO grande homem de Módena, um dos maiores expoentes da música lírica da segunda metade do século 20, foi um defensor árduo da aproximação da ópera - muito restrita à elite - do grande público. Conhecido por sua corpulência e mais pela sua grande capacidade vocal, o tenor italiano sempre fez uso de sua fama como cantor lírico para lotar parques e estádios em concertos. Até no Brasil, Luciano Pavarotti reuniu multidões. Filho de um padeiro do Exército italiano - de quem herdou o gosto pelo "bel-canto" - , Pavarotti foi incansável nesta luta em em popularizar a música lírica, mas recebeu críticas dos puristas, embora nem mesmo eles discutiram a força de sua voz, que chegou a bater um recorde mundial de aplausos, fato registrado no livro "Guiness". A estréia de Pavarotti na ópera se deu em 29 de abril de 1961, representando o Rodolfo da ópera "La Bohéme", na Itália. Nos Estados Unidos, a primeira apresentação foi em Miami, em 1965, substituindo um cantor que adoecera. No mesmo ano, voltou a fazer Rodolfo no Scalla de Milão, um dos maiores palcos da música lírica do mundo. Ainda no La Scala, fez outras memoráveis apresentações, mas atingiu seu grande êxito em Roma, no ano de 1969, cantando "I Lombardi" com Renata Scotto, encontro registrado em disco. Aliás, em disco, Pavarotti, teve em seus primeiros registros comerciais, um recital com obras de Donizetti, Verdi e árias como Don Sebastiano, gravados com excepcional qualidade.

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Edith Piaf - Forte canto, frágil vida E-mail
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Édith Giovanna Gassion, nasceu em 19 de dezembro de 1915 no bairro de Belleville na cidade de Paris e foi a mais talentosa cantora do estilo francês conhecido como chanson. Ficou conhecida primeiramente como La Môme Piaf por conta de seu descobridor que assim a chamou comparando-a a um pequeno pardal (piaf numa expressão francesa). Seu canto expressava (e até quis assim Raymond Asso, importante pessoa em sua vida artística) sua história de vida. Entre seus maiores sucessos estão "La Vie en Rose", gravado no ano de 1946, "Hymne à L'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, Je ne Regrette Rien", de 1960 (música que ela entendeu como perfeita para descrever sua vida e que gravou quando já estava bastante doente), entre tantos outros sucessos conhecidos em todo o mundo. Sua mãe Annetta Giovanna Maillard, era de ascendência italiana e, também artista, cantava nas ruas e em cafés, usando o pseudônimo de Line Marsa. Seu pai, separado da mãe pela guerra, chamava-se Louis-Alphonse Gassion e tinha como profissão principal a de contorcionista de circo, possivelmente por conta de não ter dado certo como ator. Ainda criança, Édith foi deixada por sua mãe - que pensava em obter sucesso em Constantinopla - com a avó materna, que não cuidava bem da menina. Pouco tempo depois, seu pai, voltando da guerra, encontrou-a enferma e tirou-a do convívio da avó materna, levando para a mãe dele cuidar da pequena Édith para que ele pudesse voltar a servir o Exército Francês. Este é um período marcante na vida de Piaf porque foi nesta época que ela conheceu Titine, prostituta que fez o papel que a mãe e as avós não conseguiram.

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