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O grande homem de Módena, um dos maiores expoentes da música lírica da segunda metade do século 20, foi um defensor árduo da aproximação da ópera - muito restrita à elite - do grande público. Conhecido por sua corpulência e mais pela sua grande capacidade vocal, o tenor italiano sempre fez uso de sua fama como cantor lírico para lotar parques e estádios em concertos. Até no Brasil, Luciano Pavarotti reuniu multidões. Filho de um padeiro do Exército italiano - de quem herdou o gosto pelo "bel-canto" - , Pavarotti foi incansável nesta luta em em popularizar a música lírica, mas recebeu críticas dos puristas, embora nem mesmo eles discutiram a força de sua voz, que chegou a bater um recorde mundial de aplausos, fato registrado no livro "Guiness". A estréia de Pavarotti na ópera se deu em 29 de abril de 1961, representando o Rodolfo da ópera "La Bohéme", na Itália. Nos Estados Unidos, a primeira apresentação foi em Miami, em 1965, substituindo um cantor que adoecera. No mesmo ano, voltou a fazer Rodolfo no Scalla de Milão, um dos maiores palcos da música lírica do mundo. Ainda no La Scala, fez outras memoráveis apresentações, mas atingiu seu grande êxito em Roma, no ano de 1969, cantando "I Lombardi" com Renata Scotto, encontro registrado em disco. Aliás, em disco, Pavarotti, teve em seus primeiros registros comerciais, um recital com obras de Donizetti, Verdi e árias como Don Sebastiano, gravados com excepcional qualidade.
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