Quando Cecília Meireles nasceu, no Rio de Janeiro em 07 de novembro de 1901, já era orfã de pai (Carlos Alberto Carvalho Meireles) havia três meses. Aos três anos de idade mais uma perda: a mãe - Matilde Benevides Meireles - faleceu, deixando a menina Cecília para ser criada pela avó portuguesa Dona Jacinta Garcia Benevides. Na família de Cecília Meireles as perdas por morte foi uma característica: além dos pais, todos os três irmãos nascidos antes dela morreram também. Cecília venceu a morte precoce, mas os fatos marcantes de sua vida a influenciaram pelo resto de sua trajetória. Aos nove anos de idade, Cecília começou a escrever versos. Estudou na Escola Normal do Rio de Janeiro de 1913 até 1916 e aos dezoito anos (1919) publicou seu primeiro livro de poesias intitulado "Espectro", um conjunto de sonetos simbolistas.
Tornou-se professora aos dezesseis anos e estudou língua, literatura e teoria educacional. Sua obra apresentava elementos do Simbolismo, como no primeiro livro, mas também continha técnicas do Classicismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo, embora vivesse mesmo sob forte influência do Modernismo. Por tanto ecletismo, sua obra é considerada atemporal. Em 1922, Cecília resolveu constituir sua própria família e casou-se com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem teve três meninas. Sua produção artística continuou e, em 1923, publicou "Nunca Mais..." e "Poema dos Poemas"; em 1924, "Criança Meu Amor" e "Baladas Para El Rei", este em 1925. Em 1934, bastante envolvida com a educação, Cecília Meireles fundou a Biblioteca Infantil do Rio de Janeiro (pelo que se tem notícia, a primeira biblioteca infantil do Brasil).
O público infantil já era, a esta altura, foco de interesse da poetisa que escreveu vários livros de poesia para crianças como "Leilão de Jardim", O Cavalinho Branco", Colar de Carolina", O Mosquito Escreve", "Sonhos de Menina", O Menino Azul" e a "Pombinha da Mata". Porém, o estigma da morte, marcante em sua infância veio atormentá-la na vida adulta: seu marido, vítima de depressão aguda, cometeu suicídio treze anos depois do casamento. Cecília só voltou a produzir após 14 anos de ausência, publicando o livro "Viagem" no ano de 1939, com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
No ano seguinte (1940), cinco anos após ficar viúva, casou-se com o engenheiro agrônomo Heitor Vinicius da Silveira Grilo. A atividade de jornalista, com publicações diárias sobre educação - tema que dominava, já que era educadora - também foi notório na sua carreira. A poetisa foi muito além das fronteiras do Brasil. Viajou pela Europa, Estados Unidos e Oriente e, como educadora, lecionou em Portugal (Lisboa e Coimbra) entre os anos de 1934 e 1936 e Universidade do Texas, em 1940. Em 1953 um grande momento: lançou "Romanceiro da Inconfidência", um dos marcos da literatura social brasileira, no qual recria poeticamente a saga de Tiradentes e dos outros inconfidentes nas Minas Gerais do século XVIII .
Na mesma Rio de Janeiro que a viu, nascer e crescer, Cecília Meireles - poetisa, pedagoga, professora, jornalista e mãe de família faleceu aos 63 anos de idade, no dia 9 de novembro de 1964. Deixou três filhas do primeiro casamento, além do legado de exemplo de vida. Com tantas perdas pessoais, Cecília Meireles soube oferecer alegria e reflexão à crianças e adultos com um trabalho lírico e espiritualizado que encanta até hoje os amantes da poesia.
Na mesma Rio de Janeiro que a viu, nascer e crescer, Cecília Meireles - poetisa, pedagoga, professora, jornalista e mãe de família faleceu aos 63 anos de idade, no dia 9 de novembro de 1964. Deixou três filhas do primeiro casamento, além do legado de exemplo de vida. Com tantas perdas pessoais, Cecília Meireles soube oferecer alegria e reflexão à crianças e adultos com um trabalho lírico e espiritualizado que encanta até hoje os amantes da poesia.- Espectro, 1919
- Criança, Meu Amor, 1923
- Nunca mais..., 1923
- Poema dos Poemas, 1923
- Baladas para El-Rei, 1925
- O Espírito Vitorioso, 1935
- Viagem, 1939
- Vaga Música, 1942
- Poetas Novos de Portugal, 1944
- Mar Absoluto, 1945
- Rute e Alberto, 1945
- Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948
- Retrato Natural, 1949
- Problemas de Literatura Infantil, 1950
- Amor em Leonoreta, 1952
- 12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
- Romanceiro da Inconfidência, 1953
- Poemas Escritos na Índia, 1953
- Batuque, 1953
- Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
- Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
- Panorama Folclórico de Açores, 1955
- Canções, 1956
- Giroflê, Giroflá, 1956
- Romance de Santa Cecília, 1957
- A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
- A Rosa, 1957
- Obra Poética,1958
- Metal Rosicler, 1960
- Antologia Poética, 1963
- Solombra, 1963
- Ou Isto ou Aquilo, 1964
- Escolha o Seu Sonho, 1964
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