Arte Egéia - Um Mar de Encantos
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História da Arte
Escrito por Raí T. Rio   
Arte Egéia, vem do termo Egeu que engloba não somente significados geográficos, mas representa as civilizações que surgiram antes do aparecimento dos Gregos por volta do 3000 A.C. Estes povos se desenvolveram em tres regiões próximas porém com características diferentes originando divergências culturais percebida nas artes e no seu modo de vida.
Arte Egéia - Um Mar de Maravilhas
A Arte Egéia está diretamente ligada aos povos que floresceram em volta do mar Egeu e que foram três estas culturas mais destacadas em suas artes:
ARTE CICLÁDICA
Povo Cicladense - Civilização do começo da Idade do Bronze, nas Ilhas Cíclades, que durou aproximadamente de 3000 a 2000 a.C
Arte Cicládica
A civilização cicládica foi um cultura do começo da Idade do Bronze nas Ilhas Cíclades no Mar Egeu, que durou aproximadamente de 3000 a.C. a 2000 a.C.. A civilização é mais conhecida pelos ídolos femininos achatados (semelhantes às obras de Hans Arp e Constantin Brâncuşi), elaborados com o puro mármore das ilhas, séculos antes da Civilização minóica em Creta, ao sul. Quando a cultura palaciana de Creta surgiu, as ilhas foram esquecidas, com exceção de Delos, que manteve sua reputação arcaica de santuário durante todo o período da civilização grega clássica.
Arte Cicládica
A Arte Cicládica destaca-se pela simplicidade, austeridade, singeleza, contenção das expressões religiosas, ausência de ornamentos, formas minimalistas e por sua cerâmica decorada com formas lineares, espirais e curvilíneas, como também pelos ídolos esculpidos em mármore que vão de tamanhos de poucos centímetros ao tamanho natural, com características abstratas: a cabeça é um ovóide e o único relevo é o nariz.

ARTE MINÓICA
Povo Minóico - Civilização que se desenvolveu na ilha de Creta, a maior ilha do mar Egeu, entre 2700 a.C. e 1450 a.C.
Arte Minóica
O povo Minóico teve como grande e mais conhecido governante o Rei Minos, da onde deriva o nome Minóico, que remete também ao labirinto onde vivia o minotauro. A pintura tinha temas naturalistas, relatando principalmente a vida marinha e com uma certa freqüência eram representados Touros, tidos como sagrados.
Na arquitetura, as estruturas de tijolos, pedra e barro se mantiveram ao longo da evolução desta civilização, mas a complexidade de suas construções aumentou desde o período neolítico. As casas eram retangulares, externamente amplas, com o interior dividido em muitos cômodos pequenos. Os palácios eram estruturas complexas, com diversos cômodos ligados por sinuosos corredores. As paredes eram frequentemente adornadas por representações de animais, festejos ou figuras geométricas, com ênfase em cores vivas.
Arte Minóica
Nas artes, a cerâmica se destacou por apresentar diversidade de formas e funções, progredindo em termos de variedade, refinamento e acabamento. Eram decorados com pinturas de formas geométricas simples, como triângulos, zigue-zagues e padrões simétricos abstratos. Algumas obras possuíam pequenas imagens do cotidiano, como plantas e animais domésticos.
As pinturas em parede eram um grande destaque na arte deste povo. Suas cores vivas puderam ser vistas nas ruínas dos palácios mesmo milhares de anos após sua destruição. Também retratam com bom grau de precisão e detalhamento animais selvagens e domésticos (sobretudo o touro), figuras humanas em cenas como festas, casamentos, colheitas e cerimônias. A maior parte do conhecimento acerca da sociedade minoica se deve a essas pinturas.

ARTE MICÊNICA
Povo Micenense - Refere-se à sofisticada cultura grega que se desenvolveu no continente grego entre 1600 a.C. e 1050 a.C., aproximadamente.
Arte Micênica
O nome deriva de Micenas, nome de um dos mais importantes centros regionais micênicos. Os micênios ou aqueus, pertencentes à raça indo-européia, inicaram a incursão ao território grego conquistando-o aos pelágios. Ativos comerciantes, os micênios conquistaram a avançada ilha de Creta por volta de 1450 a.C. e, entre 1400 e 1200 a.C., dominaram economicamente (e culturalmente) quase todos os povos do Mediterrâneo Oriental. Caracterizada por uma aristocracia de guerreiros, falavam uma forma bastante arcaica da língua grega, o dialeto jônico. Escreveram os mais antigos documentos em grego, escritos em um silabário conhecido por escrita linear B e construíram imponentes cidadelas fortificadas em Micenas e Tirinto Argólida, Gla (Beócia) e Englianos (Messênia). Diversas características da cultura micênica sobreviveram nas tradições religiosas e na literatura grega dos períodos Arcaico e Clássico, notadamente na Ilíada e na Odisséia.
Arte Micênica
A Arte Micênica recebeu diversas influências sendo a da civilização minóica (Creta) a mais evidenciada. Do Antigo Egito, recebem também influência relacionada com o culto dos mortos, nomeadamente no que diz respeito à construção de câmaras funerárias em pedra. Deste período, são de referir o primoroso trabalho em metal e a joalheria que recebem grande herança minóica no tratamento formal e na técnica, se é que não terão mesmo sido produzidos por artesãos vindos de Creta. Os mais relevantes achados arqueológicos originam das câmaras funerárias descobertas em 1876 em Micenas por Heinrich Schliemann, onde se englobam punhais com incrustações, ornamentos para indumentária, diademas e as famosas máscaras funerárias em ouro que serviam para cobrir o rosto do falecido, a mais famosa é a erroneamente atribuída ao rei Agamémnon.
Arte Micênica
No repertório formal dominam, em geral, cenas de caça e a representação de animais como golfinhos, cobras, pássaros, touros e principalmente felinos (leão, leopardo, etc) onde é regra aparecerem com as patas dianteiras e traseiras esticadas, símbolo de movimento. Também são comuns elementos da flora marítima e a espiral, elemento decorativo muito usado, mesmo associado à arquitetura. A escultura não era comum, sendo possível que alguma produção em madeira tenha desaparecido com o tempo. No entanto são conhecidas terracotas representando deusas do lar (phi e psi). A escultura pode também aparecer associada à arquitetura, como no caso da Porta dos Leões em Micenas, onde se vêm dois leões virados para uma coluna micênica inseridos na muralha defensiva. Afrescos micênicos foram encontrados em palácios, em cidades como tais como Tirinto e Pilo. Eles representam o que pode ter sido um grande ciclo mural. Entre os temas destes murais estavam cenas do cotidiano e descrições do mundo natural.

 
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