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Arte das Culturas -
Mitologia/Arte das Culturas
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Escrito por Raí T. Rio
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 Segundo Hesíodo, em A Teogonia, primeiro poema escrito do ocidente, no princípio havia Caos, Terra, Eros e Tártaro, que eram as quatro divindades primordiais. Tártaro não possui linhagem, com excessão do terrível Tifeu, como também Eros não tem descendência, embora esteja presente em todas as linhagens, tendo em vista que é o Amor, fundamento de todas as uniões. Caos e sua descendência constitui o princípio da negatividade e da privação - o Não-ser. Caos gerou Êrebo e Noite, dando esta luz a Morte, Sono e as Três Sortes. De sua união com Êrebo, Noite ainda gerou Éter e Dia. Terra gerou Montanhas, Mar e Céu e, unida a este último, deu origem aos Deuses Titãs, a Trovão e a Relâmpago. Terra e sua descendência constitui o princípio afirmativo do ser. Terra e Caos, desse modo, configuram uma relação de oposição. A passagem do mundo desordenado para o cosmo ordenado, dá-se então no âmbito da genealogia da Terra, onde se articulam três mitos de soberania decisivos para tal ordenação. O primeiro mito é o de Cronos. Cronos, um deus Titã, tomou o poder do pai Urano (Céu) ao castrá-lo. O Titã lança o membro do pai ao mar e este, ejaculando ainda uma última vez, gera Afrodite, a deusa do amor e da beleza.
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Arte das Culturas -
Mitologia/Arte das Culturas
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Escrito por Raí T. Rio
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 Dédalo era um habilidoso artífice que construiu o labirinto, famoso edifício construído para aprisionar o Minotauro – metade homem, metade touro. Protegido do rei Minos, Dédalo caiu no desagrado do rei quando Teseu conseguiu escapar do labirinto, façanha que nenhum homem até ali conseguira. O rei aprisionou Dédalo em uma torre da qual ele escapou. Porém não pôde fugir da ilha porque o rei mandava vigiar e revistar severamente todos os barcos que partiam.
Dédalo, então, pensou: “Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar. Tentarei este caminho”.
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Arte das Culturas -
Mitologia/Arte das Culturas
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Escrito por Raí T. Rio
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 Como divindade suprema do Olimpo, chamado "pai dos deuses e dos homens", Zeus simbolizava a ordem racional da Civilização Helênica. Zeus é o personagem mitológico que, segundo Hesíodo e outros autores, nasceu de Réia e de Cronos, o qual engolia os filhos para evitar que se cumprisse a profecia de que um deles o destronaria. Após o nascimento de Zeus, Réia ocultou a criança numa caverna, em Creta, e deu uma pedra envolta em faixas para o marido engolir. Quando chegou à idade adulta, Zeus obrigou o pai a vomitar todos os seus irmãos, ainda vivos, e o encerrou sob a terra. Transformou-se então no novo senhor supremo do cosmo, que governava da morada dos deuses, no cume do Monte Olimpo. A esposa de Zeus foi sua irmã Hera, mas ele teve numerosos amores com deusas e mulheres mortais, que lhe deram vasta descendência.
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Arte das Culturas -
Mitologia/Arte das Culturas
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Escrito por Raí T. Rio
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 Os orixás são entidades divinas conhecidas em alguns cultos religiosos africanos, e que foram trazidos para o Brasil com a vinda dos negros escravos desenvolvendo-se aqui de maneira própria. Estas divindades são seres intermediários entre o Deus Supremo e o mundo terrestre, o nosso mundo. O Deus Supremo é o princípio criador, conhecido como Olorum ou Olumdumaré. Eles também são identificados com os elementos da natureza, de forma que existem orixás da água, do fogo, da terra e do ar, como ocorre, por exemplo, com os signos astrológicos. Alguns pesquisadores afirmam que, na África, eram conhecidos cerca de 600 divindades, mas, quando trazidos para o Brasil, transformaram-se em apenas cerca de 50, dos quais 16 seriam conhecidos no candomblé brasileiro. Por tudo que se sabe, o culto aos orixás começou no Brasil com a vinda das primeiras levas de negros escravizados, na Bahia e Pernambuco, a partir de 1780, vindos principalmente do Sudão, com os Iorubá; da Nigéria, com os Nagô, Ijêcha e Egbá; e grupos menores do Daomé, como Gege-Ewe e Fon, ou da Costa do Ouro, com os Fanti e Axanti.
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Mitologia/Arte das Culturas
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Escrito por Raí T. Rio
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 Como ocorre com os deuses gregos, os orixás brigam entre si, casam-se e separam-se, têm crises de personalidade, têm os ânimos exaltados, matam e deixam-se levar por suas paixões com imensa facilidade, uns mais que os outros, uma vez que não podem ser esculpidos numa mesma forma, comos os santos católicos, aos quais não podem ser atribuídos esses comportamentos exaltados e pecaminosos. Essas diferenças básicas e profundas entre as religiões da África e as ocidentais fez com que, durante muito tempo, os cultos aos orixás – assim como muitas outras formas de cultos e religiões da Ásia, da Indonésia e de várias ilhas do Pacífico, por exemplo, fossem classificadas como primitivas, da mesma forma que muitas religiões antigas da Europa já haviam sido classificadas como pagãs. O que parecem ter em comum é um contato muito maior com a natureza e, consequentemente, com as forças ou energias a ela correspondentes ou associadas. Claro que também contribuiu para essa classificação o fato do candomblé – e também muitas outras formas de religiões dos locais já citados – utilizar em seus rituais o sacrifício de animais que a Igreja Católica desde muito tem associado ao culto ao demônio, como forma de impedir a realização das cerimônias e, consequentemente, chamar os “fiéis” para suas próprias cerimônias, onde a presença do sangue foi estilizada através do vinho.
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