A arte dos Celtas, povos antigos da Europa Central e Ocidental que, no período pré-romano, habitavam grande parte da Europa, como a Inglaterra e Gália, principalmente, mas também em algumas partes de Portugal , Espanha, Alemanha e República Tcheca, era constituída basicamente em trabalhos de metal, um campo no qual mostraram uma impressionate habilidade. Os celtas integram uma das mais ricas civilizações do mundo antigo. As origens desta civilização remontam ao processo de desenvolvimento da Idade do Ferro, quando estes teriam sido os responsáveis pela introdução do manuseio do ferro e da metalurgia no continente europeu. De fato, o reconhecimento do povo celta pode se definir tanto pela partilha de uma cultura material específica, quanto pelo uso da língua céltica. Mas, na verdade, a arte celta foi influenciada pelos povos circunvizinhos, como os gregos, etruscos, persas e até mesmo os romanos. Nem por isso a arte celta deixou de ter um espaço especial na história da arte, já que é considerada, atualmente, a primeira contribuição não-mediterrânea à arte Européia. A arte céltica foi importante pelo fato de terem desenvolvido um estilo próprio, opondo-se ao classicismo de Roma e da Grécia. Em outras palavras, os celtas anteciparam em vários séculos as correntes artísticas que propunham inovar a arte tida como oficial. Os celtas ornavam objetos de uso comum ao seu povo, como armas, armaduras, canecas e jarras, mas faziam também algumas jóias, trabalhando principalmente em bronze e ouro, empregando sofisticadas técnicas de incrustação. Os motivos vinham de diversas fontes, mas foram transformados pela criatividade celta, que fazia farto uso de fortes desenhos geométricos e espirais, muitas vezes combinados com formas animais estilizadas em elementos abstratos. As figuras humanas eram raras e normalmente representadas de maneira bastante abstrata.


