Raisites - Um Pouco Sobre Muitos - Seja Bem Vindo!

Interação

Arte e Cultura

Com estréia cercada de expectativas, a atual novela de Manoel Carlos (a última?), parecia precipitada no início, face a tudo que a imprensa já adiantava e a um casamento - por amor  - da protagonista (Taís Araujo) logo no começo. As cenas enganam. Enganaram mesmo. Conforme a novela se desenrola, a trama tece suas teias em volta dos personagens principais, garantindo boa audiência e a fidelidade do espectador no horário mais importante da TV brasileira.

Viver a Vida - Encenando e Aprendendo

Viver a Vida - Encenando e AprendendoMuitos estão bem na novela, especialmente as protagonistas femininas Taís Araujo, Aline Moraes, Lília Cabral e Giovanna Antonelli, esta última (como Dora), aliás, faz uma ponte perfeita para a travessia de uma novidade encantadora: a atriz Klara Castanho, menina de 8 anos que faz a filha dela. Anunciada como uma pequena vilã (a grande da trama, na verdade), a atriz conquistou o público que a ver apenas como uma criança esperta e não como uma malvadinha. Outro ponto forte na trama - este esperado - é Aline Moraes. Com uma personagem forte e marcante, a atriz paulista desfila seu repertório de emoções, como costuma andar nas passarelas: com segurança e beleza. Por outro lado, como em todos os folhetins de Manoel Carlos, os personagens masculinos são mostrados como infantilizados, inseguros e, algumas vezes, promíscuos. Mas devo apontar uma exceção que salta aos olhos: os personagens de Matheus Solano: os gêmeos Miguel e Jorge. Difererentes a ponto de boa parte dos espetadores não acreditarem se tratar de um mesmo ator, a representação dos gêmeos joga, inclusive, grande vigor neste formato das telenovelas (uso de gêmeos), ultimamente chato e cansativo para atrizes e atores da televisão brasileira.

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Pessoas e Profissões

Entrevistador - Profissão CoragemMuita gente se pergunta quem é essa gente que bate de porta em porta, como os antigos vendedores de enciclopédia, aborda homens e mulheres nas ruas, telefona para domicílios, consultórios médicos, empresas etc. E sempre com a mesma argumentação: precisam da opinião da pessoa contatada. Quase todo mundo os vê com desconfiança, especialmente quando perguntam por itens de conforto, como geladeira, televisão, rádio, carro. Muitos perguntam e 100% pensam: "o que tem a ver uma coisa com a outra?". Dificil para quem não conhece a Pesquisa de Mercado e Opinião entender as razões destas perguntas, mas a obtenção de respostas honestas é fundamental para o entendimento de comportamentos e hábitos de consumidores. Mas isso é assunto para um outro artigo.
Na verdade, resolvi escrever esta matéria apenas para reforçar minha admiração por estes profissionais. E porque agora? Porque esta semana, no Rio de Janeiro e  em outras cidades brasileiras, o calor tem chegado a limites quase insuportáveis e estão eles lá, debaixo do sol escaldante, batendo em cada porta, fazendo seu trabalho. E não só. Penso que este é apenas um fator momentâneo, já que as estações mudam e - claro - as temperaturas também. Mas a violência nas grandes cidades avança de forma avalassadora, atingindo de modo crucial o trabalho de entrevistadores brasileiros E, por conta desta mesma violência, a desconfiança das pessoas aumenta, refletindo diretamente no trabalho dos entrevistadores que enfrentam extremas dificuldades para transmitir alguma  segurança aos entrevistados e convencê-los a responder uma pesquisa. Mas eles seguem. Com Coragem. Aliás, coragem é o ponto mais forte desta legião de cidadãos, pais e mães de família, que - como todo trabalhador brasileiro - enfrenta desigualdades e injustiças, mas segue dia a dia, porta a porta, ouvindo pessoas, mesmo que o que mais escutem seja a palavra não.
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